quarta-feira, maio 17, 2006

Moinhos de Água - Penhas Altas



ajudados pelo sonho
cavalgávamos as nuvens espelhadas
no açude dos moinhos de água

conjugávamos o futuro no sussurrar do vento
e trauteávamos Brel
como se a angústia fosse ali já
ao virar da esquina
e regressássemos de caminhos por percorrer
mergulhando a fadiga
no açude dos moinhos de água

as folhas das árvores
pressentindo outonos nas asas dos pássaros
deixavam-se tombar
para a última viagem
no açude dos moinhos de água

descobríamos viagens
nos nossos corpos cansados de sol
e filtrávamos o desejo
em copos de vinho novo
com a cumplicidade dos morcegos
junto ao açude dos moinhos de água

descobrimos depois
que o sonho tinha partido
com as chuvas do último inverno
enquanto os nossos filhos
acariciavam a brisa do entardecer
junto ao açude dos moinhos de água

eram quentes as noites
junto ao açude dos moinhos de água

Momento Flucídico


Já não há fadas, nem naiades
Por ribeiras da minha terra
Lá só vivem sim as saudades
De outros tempos, outra era

Meios dias e meias tardes
Canta a água tagarela
Passa, vem de que lugares?
Fresca do alto da serra

Se reflecte o mundo nela
A água que passa, se leva
Sem cessar, feita em espelho

Vai descendo, deslizando
Eternamente passando
Causa e efeito de si mesmo .

terça-feira, maio 16, 2006

Inicio


São Salvador de Lordelo é uma freguesia portuguesa do concelho de Paredes, com 9,25 km² de área e 9 930 habitantes (2001). Densidade: 1 073,5 hab/km². Foi elevada a vila a 28 de Junho de 1984 e a cidade em 26 de Agosto de 2003; até aí era conhecida apenas como Lordelo.