quinta-feira, junho 15, 2006

O cruzeiro

Para uns: referencia geográfica
Para uns: o ponto mais alto
Para uns: um refúgio amoroso
Para uns: Paços de ferreira
Para uns: local de merendas
Para uns: tema a fotografar
Para uns: local para meditar
Para uns: local para orar
Para uns: local para desrespeitar

A Mansão


Aqui plantada há mais de 100 anos, e que tantas vezes por ela passamos, sem nunca parar para desfrutar o que de belo ela nos oferece. Fica o convite: Parem , batam á porta pois ela será aberta, e o acolhimento de quem lá vive, será tão grande como a sua beleza.

Milho

O milho (Zea mays) é originário da América Central, tendo sido introduzido na Europa por Cristóvão Colombo. Este cereal rapidamente foi distribuído por todos os cantos do Mundo através das viagens marítimas dos portugueses.Actualmente, depois do trigo e do arroz é o cereal mais cultivado. Em Portugal, a área cultivada é de cerca de 180 000 ha, sendo apenas uma pequena parte em regime de sequeiro. Os milhos mais semeados são os híbridos, calculando-se cerca de 71,4 % da área global da cultura.A cultura do milho decorre no período de Primavera-Verão, quando as temperaturas são mais elevadas. A temperatura óptima para o crescimento do milho é de 24 a 30ºC. A água disponível para a planta durante o seu desenvolvimento é determinante para garantir uma boa produtividade. A qualidade da semente de milho é também muito importante, para a qualidade e rentabilidade da cultura.O milho tem sido nos últimos anos motivo de muitos estudos ligados à biotecnologia, pela introdução de genes no milho que propiciam a resistência aos insectos ou possibilitam a aplicação de herbicidas não selectivos.No entanto, esta nova tecnologia não permite a resolução de todos os problemas fitossanitários do milho que durante o seu ciclo vegetativo é atacado por pragas, doenças e na parte inicial do desenvolvimento, sofre uma grande concorrência das infestantes.

sexta-feira, junho 09, 2006

Marceneiro

Enquanto polia a silenciosa e móvel cristaleira
Gastando a lixa gastando as mãos a madeira
Gastando e lixando o tempo
O tempo que engrossa a pele e empoeira.
A alma pulsa como aflita criança na espera
De lá dos olhos a hora de ver pronta e lustrada
E já seca do suor a cristaleira
E ainda fresca poeira sopra-la última

E o quarto móvel das crianças
Polindo-as moldando-lhes as almas
De jovens que serão logo adiante,
Pensa o marceneiro que cola será capaz
De juntar essas infâncias com a juventude volátil?
Enquanto dormir-em adultos surgirão articulados móveis
Polidas almas bólidos de sonhos à vida lançados

Tarefa pronta missão cumprida janela aberta
Eu saio - marejados olhos de marceneiro empoeirado
Banhar-me vou em águas do mar-celeiro das palavras náufragas
E polir tábuas brutas palavras: cort-alas mold-alas ared-ond-alas
Quais finos móveis de ante-sala envolv-elas em talas e dá-lias as flores
Lançá-las poeira de cores, estonteá-las revoá-las esvoaçá-las
Escoá-las ao soprá-las em verbais pensamentos

Ouvidos todos!Como receber cada criança que nasce
De móveis berços abertos escutá-las
Cimbalentes notas o vento...
Nota-se que vento sente
Ao bater móvel nas quinas rente e entornar em hélice:
Em redondilhas levanta-se em escamas plumejantes
Em escanteio procuras furos passagens frestas
Tocas em cordas tênues varreduras...

Como o arqueiro ao fim da jornada
Depositá-las em alforjes ferramentas...
A caneta descansa debruçada
Espreguiçada na página aberta
Sobre a oculta tábua vesmadeira
Agora escrivaninha e seu leal escriba.
Tábua que como a antes muda cristaleira
Um dia criou alma

Luciano Fialkowski 20/09/2001

sábado, maio 27, 2006

Pavilhão Rota dos Móveis



O Cume

No alto daquela serra
Semeei uma roseira
O mato no Cume arde
A rosa no Cume cheira.

Quando cai a chuva grossa
A água o Cume desce
O orvalho no Cume brilha
O mato no Cume cresce.

Mas logo que a chuva cessa
Ao Cume volta alegria
Pois volta a brilhar depressa
O sol que no Cume ardia.

E quando chega o Verão
E tudo no Cume seca
O vento o Cume limpa
E o Cume fica careca.

Ao subir a linda serra
Vê-se o Cume aparecendo
Mas começando a descer
O Cume se vai escondendo.

Quando cai a chuva fria
Salpicos no Cume caiem
Abelhas no Cume picam
Lagartos do Cume saiem.

À hora crepuscular
Tudo no Cume escurece
Pirilampos no Cume brilham
E a lua no Cume aparece.

E quando vem o Inverno
A neve no Cume cai
O Cume fica tapado
E ao Cume ninguém vai.

Mas a tristeza se acaba
E de novo vem o Verão
O gelo do Cume cai
E todos ao Cume vão.

quarta-feira, maio 24, 2006

A Ponte




A noite se alonga no trajeto.
Mais que a noite o percurso.

Cruzo uma ponte que nunca termina colhendo ossadas do mito.
Farrapos de glória no alforje e heróis distantes daqui.

O dia remoto acena de dentro da lua.
Dele ecoam vozes que não podemos ouvir.
Mas atravessam conosco a ponte a um passo do fim.

quarta-feira, maio 17, 2006

Moinhos de Água - Penhas Altas



ajudados pelo sonho
cavalgávamos as nuvens espelhadas
no açude dos moinhos de água

conjugávamos o futuro no sussurrar do vento
e trauteávamos Brel
como se a angústia fosse ali já
ao virar da esquina
e regressássemos de caminhos por percorrer
mergulhando a fadiga
no açude dos moinhos de água

as folhas das árvores
pressentindo outonos nas asas dos pássaros
deixavam-se tombar
para a última viagem
no açude dos moinhos de água

descobríamos viagens
nos nossos corpos cansados de sol
e filtrávamos o desejo
em copos de vinho novo
com a cumplicidade dos morcegos
junto ao açude dos moinhos de água

descobrimos depois
que o sonho tinha partido
com as chuvas do último inverno
enquanto os nossos filhos
acariciavam a brisa do entardecer
junto ao açude dos moinhos de água

eram quentes as noites
junto ao açude dos moinhos de água

Momento Flucídico


Já não há fadas, nem naiades
Por ribeiras da minha terra
Lá só vivem sim as saudades
De outros tempos, outra era

Meios dias e meias tardes
Canta a água tagarela
Passa, vem de que lugares?
Fresca do alto da serra

Se reflecte o mundo nela
A água que passa, se leva
Sem cessar, feita em espelho

Vai descendo, deslizando
Eternamente passando
Causa e efeito de si mesmo .

terça-feira, maio 16, 2006

Inicio


São Salvador de Lordelo é uma freguesia portuguesa do concelho de Paredes, com 9,25 km² de área e 9 930 habitantes (2001). Densidade: 1 073,5 hab/km². Foi elevada a vila a 28 de Junho de 1984 e a cidade em 26 de Agosto de 2003; até aí era conhecida apenas como Lordelo.